sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Crystal Renn quebra padrão de beleza e se torna uma das mais bem-sucedidas do mercado de moda.


Quando Crystal Renn começou como modelo, ela tentou emagrecer para "caber" no ideal de beleza do mercado da moda. Desistiu do micro manequim depois de ter se tornado anoréxica e hoje, vestindo tamanho 42, 44, e conhecida como a modelo mais cheinha do ramo, tem o mundo a seus pés. Ela já foi capa da Vogue, foi fotograda pelos maiores nomes da moda, está nos outdoors da Mango e da Evans, escreveu um livro, ou seja, fez tudo que as grandes modelos fizeram. Com uma única diferença: seu manequim é G num mundo onde todas vestem P.

Crystal tem 23 anos e já trabalha como modelo há 10, mas só agora está tendo projeção internacional.

- Não sei se sou a primeira - diz com modéstia quando perguntada pelo repórter do The Independent se está revolucionando o mercado da moda com seu manequim. - Não estou pensando no tamanho que visto, isso não importa. Jogue os tamanhos fora. Sou capaz de tudo que prometi quando vestia dois números a menos.

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Nesta época, Crystal foi descoberta por um agente novaiorquino quando estudava numa escola no Mississippi. O agente disse que ela poderia ser a próxima Gisele Bundchen - se passasse a ter 86 centímetros de quadril. Ela fez sua cabela e perdeu os 23 centímetros que o agente determinou, o que significou 32 quilos a menos - 42% de seu peso corporal.

- Pensei: vou ter uma alimentação saudável e ficarei magra como todas as modelos. Quando comecei a emagrecer, percebi que não seria bem assim. Comecei a me exercitar mais a comer menos e surgiu a obsessão, com tudo na minha vida - disse.

Seu livro de memória chama-se "Hungry: A Young Model's Story of Appetite, Ambition and the Ultimate Embrace of Curves" (algo como Fome: A história de uma jovem modelo sobre apetite, ambição e ), publicado em setembro, que mostra sua trajetória para se tornar uma modelo.

- Mulheres lidam com isso o tempo todo e acho que a maioria delas pode contar uma história semelhante - conta Crystal. - Luto por uma causa: as mulheres odeiam elas mesmas. E isso é tão triste. Há tantas pessoas que poderiam mudar o mundo mas estão sendo consumidas pelo ódio a si próprias.

Crystal, no entanto, sofreu até tornar-se anoréxica. Quando estava muito magra, foi rejeitada por uma agência por ser "gorda demais". Emagreceu ainda mais, só comia vegetais e se exercitava mais de oito horas por dia. Encontrou-se de novo com o agente, que exigiu que ela emagrecesse ainda mais.

- Eu estava morrendo. E não queria morrer.

Optou então por aumentar de peso e de medidas até ficar equilibrada no manequim que veste hoje.

- Sou mais aceita hoje do que era antes, magérrima. Nunca me senti confortável na minha própria pele até me recuperar da anorexia e ter o peso de hoje. Não é porque sou uma modelo mais cheinha que me alimento apenas de fast food - garante.

Fonte:Site O Globo.

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